quinta-feira, 7 de abril de 2016

Recife: Recife Antigo - Parte 1

E aí galera!

Com todas as informações básicas de Recife na cabeça e devidamente hospedado, é hora de efetivamente conhecermos a cidade. Não tem jeito: o melhor lugar para se começar a explorar Recife é mesmo o Marco Zero. De lá, parti para conhecer muitos dos principais pontos da cidade.

A Praça do Marco Zero: aqui começou o passeio.

As atrações estão na ordem em que eu visitei. Era um sábado, cheguei cedinho, e a ordem levou em conta o horário de funcionamento de cada um. Andei bastante (boné e um tênis confortável são boas dicas), mas deu pra conhecer tudo. Espero que gostem!


Marco Zero

Faz todo sentido começarmos por aqui, né? A Praça Barão do Rio Branco é o ponto de partida para explorarmos o Recife Antigo.Uma rosa dos ventos situada bem no meio da praça indica o ponto de onde partem as principais ruas da região. Fotos aqui são mandatórias. Somente avistando os arredores da praça, já vi muitos dos pontos que eu viria a visitar.

 Uma geral do Marco Zero.


Parque das Esculturas Francisco Brennand

Certamente uma das primeiras coisas que você notará no Marco Zero é uma escultura bem alta, na estreita faixa de terra que separa o canal que banha a região do Marco Zero e o mar. Trata-se da Coluna de Cristal, com seus 32 metros. Ela é apenas uma das dezenas de obras artísticas de Francisco Brennand, que dá nome ao parque, inaugurado no ano 2000.

A Coluna de Cristal (estava em reformas).

Pra chegar lá, você faz a travessia do canal com um dos vários barqueiros disponíveis no Marco Zero (cobram R$ 5). Também é possível chegar de carro, na entrada principal do parque, mas o passeio de barco, apesar de curtinho, é bem divertido. Ah, como se trata de uma atração pública em espaço aberto, não tem horário de funcionamento: é só chegar lá e procurar pelos barqueiros.


A vista do Marco Zero no barco e um pouco do parque.

Não confundir o Parque das Esculturas Francisco Brennand com outro ponto muito bacana de Pernambuco: a Oficina Brennand, uma antiga fábrica de tijolos onde o artista expõe diversas obras. Ela fica no município de Várzea, região metropolitana de Recife, e infelizmente não consegui visitar, mas fiquei na vontade. Mais informações, no site oficial da oficina.


Centro de Artesanato de Pernambuco

Quem não curte separar aquele tempinho na viagem pra providenciar as lembrancinhas pros amigos e familiares, né? Ainda mais no Nordeste, onde a cultura do artesanato é mais do que difundida. Sem sair do Marco Zero, você já pode se adiantar no Centro de Artesanato de Pernambuco.


Muita coisa bonita, tem de tudo!

Lá tem de tudo: desde aqueles bonequinhos em barro baratinhos até grandes esculturas, quadros, tecidos e tapetes. Sem dúvida não é o local mais barato, mas de longe é o que tem as peças mais legais e bem feitas. Não quer comprar nada? Sem problemas: a entrada é gratuita e fotos são permitidas. Aberto diariamente, das 10h até as 20h. Ainda havia mais na praça do Marco Zero para se ver, mas ainda era cedo. Então fui explorar outras ruas próximas...


Centro Cultural Judaico - Sinagoga Kahal Zur Israel

Saindo finalmente do Marco Zero, fui pela Rua do Bom Jesus. Lá se encontra a primeira sinagoga das Américas: a Kahal Zur Israel. Infelizmente fui traído pelo horário de funcionamento: terça a sexta, 9h-17h, e domingos, 14h-18h. Mas pude pesquisar sobre o local e é bem interessante. Vale a visita, até por que, logo em frente, está outro ponto do Recife Antigo imperdível...

A sinagoga, que infelizmente não consegui visitar.


Embaixada dos Bonecos de Olinda

Quem não conhece os famosos bonecos de Olinda? Aqueles altões, que se destacam no Carnaval local (e quem é alto como eu, provavelmente já ouviu o apelido jocoso, mas deixa quieto). Saiba que os bonecões possuem uma embaixada em Recife, ali pertinho do Marco Zero. Pouca gente sabe, mas a cultura dos bonecos gigantes não nasceu em Olinda, mas na Europa, trazida pelos imigrantes.


A infinidade de bonecos na Embaixada, muito bom!

O ingresso custa R$10 (menores de 12 anos não pagam) e não há muito a se ver além de uma maneirísima coleção de bonecos de Olinda, mas vale a pena: são divertidíssimos. E a coleção sempre se atualiza: fui em 2014, na época da Copa, então o foco era muito em jogadores como Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar, mas hoje já tem Japonês da Federal e David Bowie. Funciona diariamente, das 8h às 18h.


Igreja Madre de Deus

Ainda era cedo, então andei a Rua do Bom Jesus em sentido contrário até o Cais da Alfândega, onde se contra a Igreja Madre de Deus. Inaugurada em 1720, é uma das igrejas mais antigas da capital pernambucana. Foi um bom ponto pra pegar uma sombra, agradecer pela viagem e descansar pro resto da caminhada. Vale a visita e rende boas fotos.

Igreja Madre de Deus


Paço da Alfândega

Saindo da Madre de Deus, cheguei no Paço da Alfândega. Construído em 1732, o prédio que outrora abrigou o Porto de Recife, um convento e a alfândega local, hoje é um shopping (graças ao Senhor Jesus Cristo, com ar condicionado). Vale um passeio até pra descansar ou fazer um lanche, se quiser.

 A fachada do Paço da Alfândega: você nem imagina que é um shopping!

Mas espera aí, quer dizer que incluímos um shopping no roteiro só por causa do fresquinho? O ar condicionado foi um bônus: no terraço do shopping há uma varanda com uma vista panorâmica do Recife Antigo bem legal. De noite deve ficar lindo também.

Um pouco da vista do terraço do Paço.


Caixa Cultural

Ok, chega de descanso, vamos voltar pro Marco Zero por que ficou faltando um lugarzinho pra gente visitar. A Caixa Cultural é um centro cultural da Caixa, onde as principais exposições de arte de Recife são abertas ao público. O prédio, antigamente, abrigava uma sede de um banco britânico na cidade, e foi assim por mais de 60 anos. Depois, chegou a ser a Bolsa de Valores de Pernambuco e da Paraíba, até ser adquirido pelo banco estatal para virar o centro cultural atual.

A entrada no prédio para conhecer e tirar fotos é liberada. Está aberto de terça a sábado, 12h-20h e domingos e feriados, 10h-17h. Para os eventos, confira a programação e procure a bilheteria. Já era perto da hora do almoço, mas ainda havia um local a ser visitado antes da refeição...


Paço do Frevo

Se tem algum aspecto cultural que é a cara de Pernambuco, certamente este é o frevo. A dança típica que bomba nos carnavais do estado tem seu centro cultural, o Paço do Frevo, a fim de resgatar, registrar e difundir o ritmo que é bem imaterial do estado. São oficinas de dança, música, exposições, tudo muito bem exposto e bem cuidado. Confira a programação no site oficial e de repente você consegue assistir a alguma apresentação.

 O Paço do Frevo.

A exposição possui muitos vídeos e atividades que interagem com o visitante, então não fica monótona. No final do passeio, recomendo a cafeteria do Paço do Frevo. Tem alguns sucos bem diferentes, vale experimentar.

A área de apresentações. A exposição é enorme e bem interativa.

O Paço do Frevo está aberto de terça a sexta, 9h-17h, e sábados e domingos, 14h-18h, não abrindo nas segundas-feiras. A entrada custa R$8 (tem meia para estudantes e maiores de 60 anos). Caso seja de interesse uma visita guiada, mande um e-mail para agendamento@frevo.org.br ou ligue (81) 3355-9527.

No mapa abaixo, está o trajeto que fiz até aqui, partindo do Marco Zero e seguindo a ordem na qual expus os destinos. Tudo isso em 1,5 km: bem razoável.


Já passavam das 14h30 e eu estava faminto e com mais destinos no roteiro! Então fazemos o seguinte: fechamos esse post por aqui e vocês ficam ligados no blog que, na próxima postagem, continuamos nosso passeio pelo Recife Antigo, beleza?

Partiu!